legalização peliculas




Um tema quente - Películas nos vidros

Portugal foi alertado que iria ser multado, pelo Tribunal Europeu, por proibir a afixação de Películas Coloridas nos vidros dos veículos automóvel. De forma a corrigir esta infracção foi aprovado o Decreto-Lei n.º 392/2007 tendo entrado em vigor em Dezembro de 2007. A lei entrou em vigor mas não foi acautelado um Despacho do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres I.P., previsto no Artigo 21º do mesmo Diploma, sem o qual é impossível legalizar a colocação deste tipo de Películas. Enquanto este Diploma permanece estagnado em algum Gabinete do IMTT, centenas de automobilistas que por uma questão de conforto, estética, saúde e/ou segurança continuam a usufruir das vastas qualidades evidenciadas pela Película Automóvel, são autuados diariamente com coimas de 250€. Realçamos que a multa anterior à entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 392/2007 rondava os 30€ mas neste campo não existiu qualquer apatia por parte dos Organismos Competentes e o “Despacho” que veio alterar os valores da coima não repousou meses na secretária de alguém! Antes pelo contrário passou imediatamente a se fazer cumprir.

Este assunto diz respeito a todos aqueles que por razões de segurança, saúde e conforto aspiram uma melhor qualidade a bordo dos seus veículos automóvel. A todos os que têm filhos e os pretendem proteger dos nocivos raios solares, a todos os que já foram alvo de actos de vandalismo e furto e ambicionam dissuadir tais situações.

As Películas Solares embora apelativas não servem apenas a uma questão estética mas permitem igualmente uma devida protecção das radiações solares, bem como uma profícua protecção em caso de fractura dos vidros e um relevante meio de dissuasão de furtos.

Assinem esta Petição – http://www.petitiononline.com/pelicula/petition.html



Reza a lenda que Robin Hood tirava aos ricos para dar aos pobres. Deveriam as nações industrializadas seguir o exemplo banindo o excesso de um modelo predatório de recursos, mas mantendo o mesmo nível de vida para todos? Com a Europa a funcionar em simultâneo como flecha e arco de impulsão, o efeito de estufa (produzido pela queima de combustíveis fósseis), é um alvo a abater. Mas ainda há quem atire ao lado…

Numa Europa onde a preocupação ambiental negoceia com interesses económicos ,na qual existe um mercado onde o direito a emitir carbono pode ser comprado, ou os seus créditos por não poluir, vendidos por milhões, não poderia Portugal posicionar-se melhor?

Por toda a europa se tomam medidas de forma a diminuir a emissão de CO2 para a atmosfera. Casos como a Bélgica que pondera passar de 120km/h para 90km/h de velocidade máxima ou a proposta para que a Alemanha estabeleça um limite nas suas auto-estradas nos 180km/h, geram efeitos, uma vez que presumivelmente a essas velocidades não há tanto combustível queimado como em altas rotações do motor. Essas diminuições de velocidade máxima permitida podem não ser tão lineares na diminuição de emissões uma vez que um condutor pode ir a 90km/h e poluir mais do que se for a 120km/h, bastando para isso ir na engrenagem incorrecta.

Há porém outras alternativas bem mais inteligentes e com percentagens de poupança de combustível maiores. Sabe-se que o uso de ar condicionado nos automóveis pode ser responsável por até 15% do seu consumo. Uma das medidas que Portugal implementou para reduzir a factura petrolifera foi de incorporar 3 a 5% de biodiesel no gasóleo. Comparando valores podemos chegar à conclusão de que o ar condicionado poderá ser o nosso calcanhar de aquiles e que a percentagem conseguida com o biodiesel é ínfima comparando com o outro valor.

O que poderá então o nosso país fazer neste sentido? Se somos ensinados pela EDP a manter um ambiente em casa fresco nos meses de verão, incitados a baixarmos estores de modo a manter um ambiente de sombra baixando assim a necessidade de ar condicionado, porque não fazer isso num parque automóvel que supera os 5 milhões de veículos sedentos de combustíveis fósseis? Uma forma de adoptar este conselho dos ambientalistas é a utilização de películas nos vidros do automóvel. A visibilidade para dentro do carro mantêm-se, e proporciona um ambiente de sombra, fresco, protegido dos UV e do aquecimento solar.

windows filmTal e qual como se o modo de poupança-casa estivesse ‘’on’’. Qual a percentagem de combustível necessária para arrefecer um automóvel deixado o dia todo ao sol? Eu diria que uns 5 minutos com o AC no máximo ao ralenti, só para permitir a entrada no habitáculo. E para manter o ambiente respirável enquanto estamos numa das longas filas ao vir da praia?

Qual o consumo de combustível que se pouparia caso o interior não estivesse tão quente? Com o sol sempre a aquecer o habitáculo, o esforço do ar condicionado é crescente e constante, queimando combustível inutilmente.

Com o uso de película com filtros UV a temperatura no interior seria controlável, não sendo necessário abusar da refrigeração. Esta medida ultrapassaria resultados conseguidos pelo incremento de biocombustíveis nos combustíveis fosseis destilados, por sistemas de stop-and-go nos semáforos e seria comparável a sistemas híbridos, pelo menos nos meses de verão.

Peliculas UV protecção

Trata-se de economia de energia, de uma eficiência energética dado o incremento da temperatura a nível global. Da criação de um padrão de consumo/emissões sustentável. E não é só! Um ambiente fresco conseguido pelas películas de escurecimento diminui a irritabilidade em casos de demora no trânsito, levando a uma condução mais amigável e descontraída. Protege dos raios UV e cancros de pele, protege as crianças no banco traseiro e evita a desidratação, particularmente perigosa enquanto se conduz. Nem a ideia de que não se poderia ver para dentro do carro é válida, uma vez que a percentagem de escurecimento varia, e a visibilidade pode manter-se!

Mas se o caro leitor está ja a pensar no combustível que pode poupar sobretudo no verão, prepare-se para tirar o cavalinho da chuva (ou os cavalos do sol), pois embora legal na Europa, a aplicação de películas anti-UV é ilegal no nosso país.

Portugal devia apostar numa atitude de aproximação à Europa, ao legalizar, e numa desmarcação ao revelar que poupanças de CO2 e na factura petrolífera conseguiu com esta medida simples num parque automóvel da dimensão do nosso.

Podemos estar na cauda da Europa, mas só o facto da cauda abanar, ja estaríamos a contribuir para o arrefecimento global. Até lá teremos o nosso futuro, assim como o nosso ar, condicionado, ou como o povinho diz, teremos de tapar o sol com a peneira.

Autor: Indian-Mustang
data: 29/08/2007





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